O cuidado ao paciente com doenças crônicas é uma tarefa que exige o trabalho conjunto de uma equipe, pois essas condições demandam atenção em várias esferas da saúde, como física, emocional, psicológica e social. Cada profissional que integra essa equipe tem um papel fundamental no manejo e na melhoria da qualidade de vida. Abaixo, destacamos alguns dos principais profissionais que fazem parte desse time:
Médico: é o profissional responsável pelo diagnóstico, tratamento e acompanhamento das doenças crônicas. Ele orienta o plano terapêutico, prescreve medicamentos e realiza o monitoramento constante da evolução.
Enfermeiro: realiza a administração de medicamentos, monitora sinais vitais, orienta sobre autocuidado e ajuda na realização de procedimentos técnicos. Além disso, o enfermeiro oferece suporte emocional e educativo, promovendo o entendimento tanto da pessoa quanto de seus familiares e cuidadores, sobre a sua condição e o tratamento a ser seguido.
Nutricionista: avalia as necessidades alimentares, ajusta sua dieta e oferece orientações para garantir que a nutrição esteja alinhada com o tratamento da doença. Ele também ajuda a controlar o peso, melhorar os níveis de glicose, colesterol e outros indicadores de saúde importantes.
Psicólogo: é fundamental no apoio emocional ao paciente, ajudando a lidar com os aspectos psicológicos das doenças crônicas, como ansiedade, depressão, estresse e dificuldades com a aceitação da condição. Ele também pode trabalhar com a família do paciente, auxiliando na adaptação ao novo quadro de saúde e no enfrentamento das mudanças que a doença impõe.
Fisioterapeuta: é essencial no tratamento de doenças crônicas que afetam a mobilidade, como artrite, doenças respiratórias ou cardiovasculares. O fisioterapeuta ajuda a melhorar a função física do paciente, promove o alívio da dor, melhora a respiração e aumenta a qualidade de vida por meio de exercícios específicos, técnicas de reabilitação e orientações posturais.
Assistente Social: o assistente social apoia a pessoa e sua família nas questões sociais e financeiras relacionadas à doença crônica. Ele pode ajudar a acessar benefícios sociais, orientações sobre direitos, suporte para adaptação às necessidades do paciente e, também, mediar o apoio entre a família e a equipe de saúde.
Terapeuta Ocupacional: este profissional ajuda o paciente a realizar atividades do dia a dia de maneira mais eficiente e independente, adaptando o ambiente ou a forma de execução das tarefas. O terapeuta ocupacional trabalha para melhorar a autonomia do paciente, considerando suas limitações e buscando estratégias para o seu melhor funcionamento físico e mental.
Fonoaudiólogo: é fundamental quando a doença crônica afeta a comunicação ou a deglutição do paciente. Ele auxilia em casos de dificuldades de fala, voz, audição ou engolir, comuns em doenças como doenças neurológicas, Parkinson, entre outras. A terapia fonoaudiológica tem como objetivo melhorar a qualidade da comunicação, a alimentação segura e a autoestima do paciente.
Farmacêutico: tem um papel essencial no acompanhamento do uso correto dos medicamentos, principalmente em pacientes com doenças crônicas que fazem uso contínuo de diversas medicações. Ele orienta sobre os efeitos colaterais, interações medicamentosas e a forma correta de administração. Além disso, o farmacêutico também pode ajudar a ajustar o tratamento medicamentoso de acordo com as necessidades, garantindo a eficácia do tratamento.
Dentista: a saúde da sua boca é muito importante no processo de cuidado, e esse profissional garante uma avaliação oral tanto de higiene quanto de doenças que podem estar presentes na boca.
Gerontólogo: profissional especializado no estudo e cuidado da saúde e bem-estar de pessoas idosas, focando em aspectos físicos, psicológicos e sociais do envelhecimento.
A colaboração entre esses profissionais permite que a pessoa com doença crônica tenha um cuidado completo, que vai além do tratamento médico, abordando suas necessidades físicas, emocionais, sociais e até mesmo comunicativas. O trabalho conjunto é essencial para proporcionar a melhor qualidade de vida possível e auxiliar na gestão contínua da doença e prevenir quadros de descompensação ou novas doenças.